Metodologia do Score 360
A versão 0.1 combina cinco dimensões objetivas. Quando um dado não existe, ele não recebe valor inventado: o peso é redistribuído entre os dados disponíveis e a Confiança 360 é reduzida.
Como chegamos aos pesos do Score 360
Os pesos atuais são pesos de desenho do modelo, e não coeficientes estimados por regressão. A lógica parte de cinco famílias amplamente usadas em análise multifatorial: valor, qualidade, crescimento, momentum e risco. Valor e qualidade recebem maior peso estrutural no modelo-base porque representam preço versus fundamentos e capacidade econômica do negócio. Momentum recebe peso relevante, mas não dominante, para incorporar informação do preço sem transformar o Score em um indicador puramente técnico. Crescimento e risco funcionam como dimensões complementares de expansão e robustez.
Financeiras recebem mais peso em qualidade porque alavancagem, margem EBITDA e EV/EBITDA não têm a mesma interpretação econômica de uma empresa industrial. Commodities recebem mais peso em momentum e risco porque ciclo de preços, volatilidade e reversões têm maior influência no resultado observado. Quando uma métrica está ausente, o sistema não atribui zero: o peso efetivo é redistribuído entre dados válidos e a Confiança 360 cai.
A ANALIZI não apresenta estes pesos como estatisticamente ótimos. A etapa de calibração será feita com snapshots históricos congelados, retorno futuro de 6 e 12 meses, retorno excedente ao Ibovespa, efeitos de setor e tempo e validação fora da amostra. Os pesos só serão alterados se o ganho persistir fora da amostra e não depender de um único período de mercado.
Até essa validação, a versão exibida permanece identificada como beta e os pesos devem ser interpretados como uma regra transparente de classificação, não como uma relação causal demonstrada.Metodologia de fundos
O Score Fundo 360 varia de 0 a 100 e não compara indiscriminadamente fundos de classes diferentes. Sempre que existe amostra suficiente, o grupo comparável é formado por fundos da mesma classe e do mesmo benchmark declarado. Caso contrário, a comparação recua para a classe CVM.
Componentes sem dados suficientes não recebem nota zero. Seus pesos são redistribuídos proporcionalmente entre os componentes disponíveis. A Confiança Fundo 360 é reduzida conforme cobertura, extensão do histórico, tamanho da amostra comparável, disponibilidade do benchmark e qualidade da composição publicada no CDA.
A escala de leitura é: 80 a 100, Muito forte; 70 a 79, Forte; 55 a 69, Equilibrado; 40 a 54, Atenção; abaixo de 40, Frágil. O score é uma medida objetiva de comparação e não constitui recomendação personalizada de investimento.
Referências de valuation
Sempre que as demonstrações anuais estão disponíveis, o motor deriva delas lucro por ação, valor patrimonial por ação, ROE, margens, crescimento, fluxo de caixa operacional e fluxo de caixa livre. Esses dados alimentam diretamente o valuation, em vez de depender apenas de indicadores-resumo.
A taxa de desconto parte da Selic divulgada pelo Banco Central e adiciona um prêmio de risco de 5 pontos percentuais, respeitando limites prudenciais. O crescimento de perpetuidade é limitado a 4,5% ao ano e nunca pode ficar próximo da taxa de desconto.
Modelos por setor
O Valor Justo 360 parte de perfis diferentes por setor. O P/L-base, o prêmio de risco, o crescimento terminal e os pesos do valor intrínseco mudam conforme a natureza econômica do negócio. A referência relativa usa P/L, P/VP e EV/EBITDA. Bancos não usam EV/EBITDA. Quando o setor exato não tem amostra suficiente, o sistema recorre ao grupo econômico mais próximo, sempre exigindo ao menos cinco observações válidas antes de usar a mediana. Se as três abordagens produzirem valores muito conflitantes, o método mais divergente é retirado da média e a Confiança 360 é reduzida.
Regras importantes da versão beta
Bancos e empresas financeiras não são penalizados por métricas industriais como EV/EBITDA, margem EBITDA ou dívida sobre patrimônio. Setores ligados a commodities recebem maior peso de momentum e risco. A metodologia será calibrada por setor com backtests antes de sair da fase beta.
Em commodities, o motor não usa automaticamente apenas o lucro do último exercício. Quando há três demonstrações anuais consistentes, normaliza lucro por ação e fluxo de caixa pela mediana dos três anos para reduzir o efeito de picos e vales do ciclo. Bancos continuam sem valuation por FCF e recebem maior peso de P/VP e lucro residual. Empresas não financeiras podem usar EV/EBITDA convertido para valor patrimonial pela dívida líquida e pelo número de ações, quando todos esses dados estiverem disponíveis.
Tendência 360 é uma classificação objetiva do ativo, não uma recomendação personalizada ao investidor. A plataforma separa deliberadamente o consenso externo dos analistas da inteligência proprietária do ANALIZI.